JORNAL O FLUMINENSE DE 20.04.2014
Coluna do RH-LF
Instituto de Recursos Humanos do Leste Fluminense
Caderno OPORTUNIDADES de 20.04.2014

Atenção na vida

Se ligue no que está acontecendo à sua volta, você assim estará percebendo que coisas novas estão surgindo. Jamais classifique esse processo de atenção como algo cansativo, assim a sua reação será tentar livrar-se dele.

É muito mais cômodo viver na zona do conforto e deixar-se levar pela correnteza dos acontecimentos, achando que assim você vai ter o controle da situação, porém, as coisas estão sempre se transformando, o mundo está sempre mudando, e como posso ter controle se eu não estou ligado nas mudanças? Não há dúvida de que informação é conhecimento e somente através dela é que nos posicionamos na linha de frente.

Diariamente me deparo com uma infinidade de pessoas que fazem as coisas por fazer, porque têm mesmo que fazer, elas não focam na tarefa e passam boa parte do tempo dividindo a sua atenção em multicoisas que vão desde o celular ao computador, e ao final do dia se queixam de que faltou tempo.

Com a tecnologia é claro que o ambiente de trabalho se transformou, talvez a carga de informações que é jogada diariamente no mercado não tenha sofrido tanta diferença nesses últimos anos, o que se percebe é que, com a facilidade de obtê-la, você não necessita ir tanto buscá-la, ela cai no seu aparelhinho, e as pessoas se sentem na obrigação de absorvê-la para não ficar à margem das novidades, mas se esquecem de que o mais importante não é tanto o volume, mas a qualidade e a forma como ela é captada, e para isso é preciso de atenção focada.

Não fazendo a coisa certa você acumula o lixo e depois passa um tempo se livrando dele. Certa vez eu estava numa sala em curso e depois de eu colocar uma cadeira sobre a mesa, pedi à turma, que era pequena, não passava de quinze pessoas, que eles me provassem por escrito que aquela cadeira não existia. Dei três minutos e o resultado foi surpreendente: apenas um respondeu o que julgamos como correto, todos os outros fizeram uma pequena dissertação e sequer focaram a atenção para o abstrato, que naquela situação seria o fato real. O que respondeu, usou apenas duas palavras: “que cadeira?”.

Isso prova que as pessoas, na obrigação de responder o que julgam correto, tentando fazer o melhor, bitolam, se apoderam de multicaminhos e viajam também sobre o excesso de informações desnecessárias que deixaram ocupar sua mente. Esse é um erro de atenção focada, elas não estão conseguindo reter o que é bom e já descartar o que não vai lhes ser útil.

Ideias sem consistência podem ser afastadas, se você tem prioridades definidas, já está fazendo a coisa certa.

Artigo escrito por: Ubiratan BONINO