Niterói

Congressos

 

DATA EVENTO TEMA CENTRAL LOCAL PALESTRANTE
15/07/2015 Lançamento do X Congresso A DEFINIR A DEFINIR
22 e 23/10/2015 X CONGRESSO A DEFINIR A DEFINIR

Niterói

Encontros Mensais

 

Agenda 2015

DATA EVENTO TEMA CENTRAL LOCAL PALESTRANTES
11/03/2015 “MindBusiness – Influência Invisível” AUDITÓRIO SENAC NITEROI

KLÉBER RODRIGUES

18/06/2015 Desafio da Gestão da Crise Atual CDL NITERÓI FABIANO GONÇALVES E EDUARDO JÁCOME (PBS – People & Business Solutions)

Itaboraí

Encontros Mensais

 

Agenda 2015

DATA EVENTO TEMA CENTRAL LOCAL PALESTRANTE
A DEFINIR Encontro junto aos Profissionais de Itaboraí A DEFINIR A DEFINIR

São Gonçalo

Encontros Mensais

 

Agenda 2015

DATA EVENTO TEMA CENTRAL LOCAL PALESTRANTE
13/05/2015 Liderança em Tempo de Crise SENAI BARRETO JOAO BARBOZA

Férias: Uma Necessidade Real Para Todo Profissional

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

No decorrer do ano, existe um período que a maioria dos trabalhadores tanto espera: aquele em que terá mais tempo para ficar com a família, fazer uma programação diferenciada com os amigos ou, então, a tão sonhada viagem que programou durante um longo tempo e que lhe custou boa parte das suas economias. Não importa a função ou as responsabilidades que sejam da sua incumbência, qualquer profissional precisa desligar-se temporariamente das suas atividades rotineiras da empresa não apenas por uma questão de “capricho” ou de uma determinação trabalhista, mas também por motivos podem impactar na saúde e, consequentemente, na própria performance do indivíduo.

Mesmo que isso pareça uma missão quase impossível para a maioria dos executivos, por exemplo, a psicóloga Soely Kardosh alerta para os riscos que podem causar o trabalho ininterrupto.

Diante de um mercado altamente competitivo, notadamente entre os executivos, é praticamente impossível tirar 30 dias consecutivos de férias. São apenas períodos mais curtos que compreende uma ou duas semanas. Por essa razão, Soely Kardosh defende que é essencial programar e aproveitar os dias de descanso para se conectar do ambiente organizacional. Caso contrário, no retorno ao trabalho, o executivo não vai sentir nenhuma diferença e em poucos dias vai voltar ao mesmo estágio de esgotamento de antes.

“Muitas pessoas não percebem, mas produzem bem menos do que poderiam, são menos criativas, mais impacientes e colocam em risco a própria saúde”, adverte. Em entrevista ao RH.com.br, Kardosh que possui 35 anos em experiência em psicologia clínica, com atuação em diagnóstico e conflitos corporativos, enfatiza também que férias não é apenas sinônimo de estar fora do ambiente de trabalho, mas se desligar por alguns dias para repor as energias, descansar, conviver com a família e os amigos, adotando uma rotina diferente. “Sem isso, o esgotamento físico e, acima de tudo, o mental é inevitável”, resume. Confira a entrevista na íntegra e reavalie se a sua qualidade de vida e seu trabalho estão devidamente equilibrados na “balança”. Boa leitura!

RH.com.br – Independentemente da função que exerça, todo profissional precisa tirar férias?
Soely Kardosh – Sim, todos os profissionais, independentemente da função que exerçam, precisam de férias. O organismo precisa de tempo para processar as experiências, renovar-se e se readaptar às situações que demandam esforço, seja no campo físico ou psicológico. O homem é um organismo bio – psico – sócio – espiritual. Todos esses aspectos têm que ser atendidos e estimulados com equilíbrio. O desequilíbrio provoca distúrbios endocrinológicos, circulatórios, mentais e emocionais. Hoje, existem muitos casos de depressão com síndrome de pânico porque o organismo psicológico se recusa a viver situações rotineiras para compensar o excesso a que foi submetido.

RH – Quando um profissional ou a própria empresa protela o período regular de
férias, quais as consequências que isso gera ao funcionário e até mesmo à organização?
Soely Kardosh – Quando o período de férias é protelado por um longo tempo, por mais dedicado que seja e ame a profissão o funcionário sofre desgaste por estar sobrecarregado, consequente, a produtividade cai, a intolerância e a irritabilidade aumentam e causa dificuldades de relacionamento. Quando chega a este ponto, o prejuízo para a empresa já começou e pode aumentar muito mais caso o funcionário precise ausentar-se para licença por motivos de saúde.

RH – As pessoas que resistem a tirar o merecido descanso proporcionado pelas férias enquadram-se obrigatoriamente no perfil do workaholic?
Soely Kardosh – Sim e isso é preocupante, porque é um comportamento compulsivo, neurótico que origina desequilíbrio. O resultado do desequilíbrio reflete tanto no ambiente de trabalho quanto no ambiente familiar. A partir daí, o profissional encontra-se, muitas vezes sem perceber, encarcerado em dois tipos de crise: pessoal-familiar e profissional.

RH – Hoje, é possível identificar o perfil dos profissionais que mais se negam ao direito das férias?
Soely Kardosh – Sim é possível identificarmos o perfil desses profissionais. Eles são os ambiciosos excessivos, desequilibrados, neuroticamente competitivos e autoritários. O perfil desses profissionais está relacionado com o perfil dos chefes. Entretanto, não são líderes e nesse ponto é indispensável esclarecer o conceito de liderança. Os líderes delegam e deixam substitutos treinados para que possam se ausentar e, inclusive, observar a situação da empresa de fora, com mais sensatez e lógica. Além disso, o líder caracteriza-se por cuidar de si e buscar aperfeiçoamento técnico para desenvolver novas competências.

RH – O período que antecede às férias pode exercer mudanças comportamentais no profissional?
Soely Kardosh – Isso pode ocorrer sim. O profissional seguro e com perfil de líder, por exemplo, fica cada dia mais alegre e vai diminuindo o ritmo gradativamente. O chefe, neuroticamente comandado ou comandante, fica ansioso e sem ritmo querendo fazer tudo de uma só vez e se irrita com o ritmo natural dos demais. O resultado desse contexto é que na maioria das vezes adoece durante as férias em vez de ter momentos de prazer.

RH – Existe um período mínimo de dias, para que o desligamento temporário do trabalho seja considerado férias ou apenas uma semana longe das atividades laborais é suficiente para recompor as energias?
Soely Kardosh – Eu diria que as férias devem ter um período mínimo 15 dias e, no máximo, um mês. Uma semana é considerada parada de emergência, só funciona se for trimestral ou bimestral, mas não substitui as férias mais prolongadas para um profissional que precisa recarregar as energias.

RH – Há pessoas que se afastam do ambiente de trabalho, mas ficam conectadas com a empresa através de email, smartphone entre outros recursos oferecidos pela tecnologia. Esse comportamento compromete o descanso do profissional?
Soely Kardosh – Sim, compromete totalmente. O profissional em férias só deve ser contato uma vez por dia e em caso de muita necessidade. É imprescindível o desligamento total das atividades profissionais, para que o corpo e a mente se recuperem dos desgastes e os profissionais voltem ao trabalho com maior satisfação e produtividade. Isso, sem dúvida alguma, é um diferencial significativo.

RH – Nem todos os trabalhadores recebem um valor significativo das férias para realizar os passeios ou a tão sonhada viagem da sua vida. Quais as dicas que a senhora daria a esses profissionais, para que eles aproveitem as férias?
Soely Kardosh – Férias programadas com simplicidade e dentro das possibilidades financeiras é o que mais descansa. As tão sonhadas viagens podem ser caras, e, por isso, devem ser planejadas com maior tempo de antecedência. Além disso, é preciso ter consciência de que as viagens mais dispendiosas são exceção. Os sonhos devem ser perseguidos e realizados com inteligência estratégica e muita sensatez para não incidir em frustrações desnecessárias.