A Desafiadora Formação do Profissional de RH

Palestrante: Leonardo Fuerth

Tema: A Desafiadora Formação do Profissional de RH

Auditório: Universidade Estácio Niterói

Data: 30/04/2014

Novos Chefes Jovens

Por: Ubiratan Bonino 15/12/2013

Novos chefes jovens

Ninguém  duvida de que num futuro próximo a maioria dos cargos de gestão estará nas mãos dos jovens com menos de 30 anos. É simples: eles são ambiciosos, dominam o mundo virtual, se adaptam bem às novas tecnologias, são fluentes em mais de uma língua, questionam a hierarquia e não se conformam em passar muito tempo fazendo a mesma tarefa. Eles ainda têm a seu favor um mercado aquecido que os recebe bem e obriga as empresas a anteciparem o processo de retenção dos melhores.

     Todas as pesquisas de RH veiculadas nas principais mídias mostram a mesma coisa: jovens impacientes e ambiciosos que forçam a progressão de carreira. Mas nem tudo são flores, eles também vão enfrentar os mesmos desafios e problemas que seus antecessores enfrentaram. Resta saber se dessa vez haverá o mea culpa e a mudança de discurso. Talvez o maior desafio não seja o entendimento dos processos, a administração dos negócios e a expertise em controles, mas o domínio da ansiedade e a descoberta de uma forma serena e segura de liderar. Falo da ansiedade porque ela tem sido fato comum na vida do jovem ambicioso, e falo da serenidade e segurança porque ele vai ter que aprender a lidar com a cobrança de quem quer o seu lugar, e muito mais, dos seus superiores hierarquicamente, que investiram e agora esperam pelo resultado. Todos os executivos, sem exceção, classificam a gestão de pessoas como a parte mais difícil do processo. Lidar com gente é muito complicado, é preciso ter muitas conversas difíceis! As queixas mais comuns dos novos são referentes à falta de preparo dos chefes mais antigos em lidar com os jovens e à quantidade de aprovações exigidas para liberar alguma coisa. Eles também reclamam que não existe a preocupação com o lado humano, uma melhor qualidade de vida, e que só enxergam quem traz resultados.

   Recentemente entrevistamos alguns jovens gestores e perguntamos o que eles estão fazendo para humanizar a empresa. Como estão interagindo com os seus jovens subordinados. A resposta foi a mesma: “Vivemos sob uma estrutura burocrática que nos leva a fazer o que sempre reclamamos”. Então perguntamos: e aí, você vai aceitar ou vai procurar outro lugar para trabalhar? “Por enquanto vou ficar aqui na expectativa de mudar essa empresa, quando o meu tempo acabar, se nada aqui mudar, eu vou para outro lugar, mesmo sabendo que não vou encontrar nada muito diferente”.

Como já assistimos a esse filme, podemos afirmar que quando agimos com justiça, falamos às pessoas o que fazer e como fazer, delegamos com responsabilidade, acompanhamos o desempenho e aconselhamos o melhor caminho, assim como também apontamos as falhas, liderar se torna menos difícil e até prazeroso.

 

JORNAL O FLUMINENSE DE 20.04.2014
Coluna do RH-LF
Instituto de Recursos Humanos do Leste Fluminense
Caderno OPORTUNIDADES de 20.04.2014

Atenção na vida

Se ligue no que está acontecendo à sua volta, você assim estará percebendo que coisas novas estão surgindo. Jamais classifique esse processo de atenção como algo cansativo, assim a sua reação será tentar livrar-se dele.

É muito mais cômodo viver na zona do conforto e deixar-se levar pela correnteza dos acontecimentos, achando que assim você vai ter o controle da situação, porém, as coisas estão sempre se transformando, o mundo está sempre mudando, e como posso ter controle se eu não estou ligado nas mudanças? Não há dúvida de que informação é conhecimento e somente através dela é que nos posicionamos na linha de frente.

Diariamente me deparo com uma infinidade de pessoas que fazem as coisas por fazer, porque têm mesmo que fazer, elas não focam na tarefa e passam boa parte do tempo dividindo a sua atenção em multicoisas que vão desde o celular ao computador, e ao final do dia se queixam de que faltou tempo.

Com a tecnologia é claro que o ambiente de trabalho se transformou, talvez a carga de informações que é jogada diariamente no mercado não tenha sofrido tanta diferença nesses últimos anos, o que se percebe é que, com a facilidade de obtê-la, você não necessita ir tanto buscá-la, ela cai no seu aparelhinho, e as pessoas se sentem na obrigação de absorvê-la para não ficar à margem das novidades, mas se esquecem de que o mais importante não é tanto o volume, mas a qualidade e a forma como ela é captada, e para isso é preciso de atenção focada.

Não fazendo a coisa certa você acumula o lixo e depois passa um tempo se livrando dele. Certa vez eu estava numa sala em curso e depois de eu colocar uma cadeira sobre a mesa, pedi à turma, que era pequena, não passava de quinze pessoas, que eles me provassem por escrito que aquela cadeira não existia. Dei três minutos e o resultado foi surpreendente: apenas um respondeu o que julgamos como correto, todos os outros fizeram uma pequena dissertação e sequer focaram a atenção para o abstrato, que naquela situação seria o fato real. O que respondeu, usou apenas duas palavras: “que cadeira?”.

Isso prova que as pessoas, na obrigação de responder o que julgam correto, tentando fazer o melhor, bitolam, se apoderam de multicaminhos e viajam também sobre o excesso de informações desnecessárias que deixaram ocupar sua mente. Esse é um erro de atenção focada, elas não estão conseguindo reter o que é bom e já descartar o que não vai lhes ser útil.

Ideias sem consistência podem ser afastadas, se você tem prioridades definidas, já está fazendo a coisa certa.

Artigo escrito por: Ubiratan BONINO

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