Matéria no jornal o Fluminense sobre o Encontro de Líderes

http://www.ofluminense.com.br/editorias/cidades/mudancas-do-mercado-em-debate

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Dia do profissional de Recursos Humanos – 03 de junho

 O RH-LF parabeniza todos os profissionais de RH

Dia do profissional de Recursos Humanos – 03 de junho

O RH-LF parabeniza todos os profissionais de RH Dia do profissional de Recursos Humanos – 03 de junho Você pode ter uma empresa construída do mesmo mármore do palácio de São Petersburgo na Rússia; mesas e cadeiras de jacarandá da Bahia do século passado; computadores de última geração; servir para seus clientes o melhor café do Brasil – tipo A exportação e só usar materiais finos, de primeiríssima qualidade. Você ainda pode exigir que esses cafés, assim como os sucos sejam servidos na bandeja de prata que serviu a Marquesa de Santos, mas para o sucesso do seu empreendimento, antes você precisa de gente preparada que prepare gente que faça acontecer. Essa gente preparada você consegue através do seu profissional de RH. É ele que elabora os programas de gestão humana, seleciona, desenvolve e qualifica as pessoas para cuidar da sua empresa. Dia 03 de junho é o dia dele, celebre com toda a sua empresa esse dia – TIM… TIM !

Novos Chefes Jovens

Por: Ubiratan Bonino 15/12/2013

Novos chefes jovens

Ninguém  duvida de que num futuro próximo a maioria dos cargos de gestão estará nas mãos dos jovens com menos de 30 anos. É simples: eles são ambiciosos, dominam o mundo virtual, se adaptam bem às novas tecnologias, são fluentes em mais de uma língua, questionam a hierarquia e não se conformam em passar muito tempo fazendo a mesma tarefa. Eles ainda têm a seu favor um mercado aquecido que os recebe bem e obriga as empresas a anteciparem o processo de retenção dos melhores.

     Todas as pesquisas de RH veiculadas nas principais mídias mostram a mesma coisa: jovens impacientes e ambiciosos que forçam a progressão de carreira. Mas nem tudo são flores, eles também vão enfrentar os mesmos desafios e problemas que seus antecessores enfrentaram. Resta saber se dessa vez haverá o mea culpa e a mudança de discurso. Talvez o maior desafio não seja o entendimento dos processos, a administração dos negócios e a expertise em controles, mas o domínio da ansiedade e a descoberta de uma forma serena e segura de liderar. Falo da ansiedade porque ela tem sido fato comum na vida do jovem ambicioso, e falo da serenidade e segurança porque ele vai ter que aprender a lidar com a cobrança de quem quer o seu lugar, e muito mais, dos seus superiores hierarquicamente, que investiram e agora esperam pelo resultado. Todos os executivos, sem exceção, classificam a gestão de pessoas como a parte mais difícil do processo. Lidar com gente é muito complicado, é preciso ter muitas conversas difíceis! As queixas mais comuns dos novos são referentes à falta de preparo dos chefes mais antigos em lidar com os jovens e à quantidade de aprovações exigidas para liberar alguma coisa. Eles também reclamam que não existe a preocupação com o lado humano, uma melhor qualidade de vida, e que só enxergam quem traz resultados.

   Recentemente entrevistamos alguns jovens gestores e perguntamos o que eles estão fazendo para humanizar a empresa. Como estão interagindo com os seus jovens subordinados. A resposta foi a mesma: “Vivemos sob uma estrutura burocrática que nos leva a fazer o que sempre reclamamos”. Então perguntamos: e aí, você vai aceitar ou vai procurar outro lugar para trabalhar? “Por enquanto vou ficar aqui na expectativa de mudar essa empresa, quando o meu tempo acabar, se nada aqui mudar, eu vou para outro lugar, mesmo sabendo que não vou encontrar nada muito diferente”.

Como já assistimos a esse filme, podemos afirmar que quando agimos com justiça, falamos às pessoas o que fazer e como fazer, delegamos com responsabilidade, acompanhamos o desempenho e aconselhamos o melhor caminho, assim como também apontamos as falhas, liderar se torna menos difícil e até prazeroso.

 

JORNAL O FLUMINENSE DE 20.04.2014
Coluna do RH-LF
Instituto de Recursos Humanos do Leste Fluminense
Caderno OPORTUNIDADES de 20.04.2014

Atenção na vida

Se ligue no que está acontecendo à sua volta, você assim estará percebendo que coisas novas estão surgindo. Jamais classifique esse processo de atenção como algo cansativo, assim a sua reação será tentar livrar-se dele.

É muito mais cômodo viver na zona do conforto e deixar-se levar pela correnteza dos acontecimentos, achando que assim você vai ter o controle da situação, porém, as coisas estão sempre se transformando, o mundo está sempre mudando, e como posso ter controle se eu não estou ligado nas mudanças? Não há dúvida de que informação é conhecimento e somente através dela é que nos posicionamos na linha de frente.

Diariamente me deparo com uma infinidade de pessoas que fazem as coisas por fazer, porque têm mesmo que fazer, elas não focam na tarefa e passam boa parte do tempo dividindo a sua atenção em multicoisas que vão desde o celular ao computador, e ao final do dia se queixam de que faltou tempo.

Com a tecnologia é claro que o ambiente de trabalho se transformou, talvez a carga de informações que é jogada diariamente no mercado não tenha sofrido tanta diferença nesses últimos anos, o que se percebe é que, com a facilidade de obtê-la, você não necessita ir tanto buscá-la, ela cai no seu aparelhinho, e as pessoas se sentem na obrigação de absorvê-la para não ficar à margem das novidades, mas se esquecem de que o mais importante não é tanto o volume, mas a qualidade e a forma como ela é captada, e para isso é preciso de atenção focada.

Não fazendo a coisa certa você acumula o lixo e depois passa um tempo se livrando dele. Certa vez eu estava numa sala em curso e depois de eu colocar uma cadeira sobre a mesa, pedi à turma, que era pequena, não passava de quinze pessoas, que eles me provassem por escrito que aquela cadeira não existia. Dei três minutos e o resultado foi surpreendente: apenas um respondeu o que julgamos como correto, todos os outros fizeram uma pequena dissertação e sequer focaram a atenção para o abstrato, que naquela situação seria o fato real. O que respondeu, usou apenas duas palavras: “que cadeira?”.

Isso prova que as pessoas, na obrigação de responder o que julgam correto, tentando fazer o melhor, bitolam, se apoderam de multicaminhos e viajam também sobre o excesso de informações desnecessárias que deixaram ocupar sua mente. Esse é um erro de atenção focada, elas não estão conseguindo reter o que é bom e já descartar o que não vai lhes ser útil.

Ideias sem consistência podem ser afastadas, se você tem prioridades definidas, já está fazendo a coisa certa.

Artigo escrito por: Ubiratan BONINO

http://rh-lf.com.br/1392/

Férias: Uma Necessidade Real Para Todo Profissional

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

No decorrer do ano, existe um período que a maioria dos trabalhadores tanto espera: aquele em que terá mais tempo para ficar com a família, fazer uma programação diferenciada com os amigos ou, então, a tão sonhada viagem que programou durante um longo tempo e que lhe custou boa parte das suas economias. Não importa a função ou as responsabilidades que sejam da sua incumbência, qualquer profissional precisa desligar-se temporariamente das suas atividades rotineiras da empresa não apenas por uma questão de “capricho” ou de uma determinação trabalhista, mas também por motivos podem impactar na saúde e, consequentemente, na própria performance do indivíduo.

Mesmo que isso pareça uma missão quase impossível para a maioria dos executivos, por exemplo, a psicóloga Soely Kardosh alerta para os riscos que podem causar o trabalho ininterrupto.

Diante de um mercado altamente competitivo, notadamente entre os executivos, é praticamente impossível tirar 30 dias consecutivos de férias. São apenas períodos mais curtos que compreende uma ou duas semanas. Por essa razão, Soely Kardosh defende que é essencial programar e aproveitar os dias de descanso para se conectar do ambiente organizacional. Caso contrário, no retorno ao trabalho, o executivo não vai sentir nenhuma diferença e em poucos dias vai voltar ao mesmo estágio de esgotamento de antes.

“Muitas pessoas não percebem, mas produzem bem menos do que poderiam, são menos criativas, mais impacientes e colocam em risco a própria saúde”, adverte. Em entrevista ao RH.com.br, Kardosh que possui 35 anos em experiência em psicologia clínica, com atuação em diagnóstico e conflitos corporativos, enfatiza também que férias não é apenas sinônimo de estar fora do ambiente de trabalho, mas se desligar por alguns dias para repor as energias, descansar, conviver com a família e os amigos, adotando uma rotina diferente. “Sem isso, o esgotamento físico e, acima de tudo, o mental é inevitável”, resume. Confira a entrevista na íntegra e reavalie se a sua qualidade de vida e seu trabalho estão devidamente equilibrados na “balança”. Boa leitura!

RH.com.br – Independentemente da função que exerça, todo profissional precisa tirar férias?
Soely Kardosh – Sim, todos os profissionais, independentemente da função que exerçam, precisam de férias. O organismo precisa de tempo para processar as experiências, renovar-se e se readaptar às situações que demandam esforço, seja no campo físico ou psicológico. O homem é um organismo bio – psico – sócio – espiritual. Todos esses aspectos têm que ser atendidos e estimulados com equilíbrio. O desequilíbrio provoca distúrbios endocrinológicos, circulatórios, mentais e emocionais. Hoje, existem muitos casos de depressão com síndrome de pânico porque o organismo psicológico se recusa a viver situações rotineiras para compensar o excesso a que foi submetido.

RH – Quando um profissional ou a própria empresa protela o período regular de
férias, quais as consequências que isso gera ao funcionário e até mesmo à organização?
Soely Kardosh – Quando o período de férias é protelado por um longo tempo, por mais dedicado que seja e ame a profissão o funcionário sofre desgaste por estar sobrecarregado, consequente, a produtividade cai, a intolerância e a irritabilidade aumentam e causa dificuldades de relacionamento. Quando chega a este ponto, o prejuízo para a empresa já começou e pode aumentar muito mais caso o funcionário precise ausentar-se para licença por motivos de saúde.

RH – As pessoas que resistem a tirar o merecido descanso proporcionado pelas férias enquadram-se obrigatoriamente no perfil do workaholic?
Soely Kardosh – Sim e isso é preocupante, porque é um comportamento compulsivo, neurótico que origina desequilíbrio. O resultado do desequilíbrio reflete tanto no ambiente de trabalho quanto no ambiente familiar. A partir daí, o profissional encontra-se, muitas vezes sem perceber, encarcerado em dois tipos de crise: pessoal-familiar e profissional.

RH – Hoje, é possível identificar o perfil dos profissionais que mais se negam ao direito das férias?
Soely Kardosh – Sim é possível identificarmos o perfil desses profissionais. Eles são os ambiciosos excessivos, desequilibrados, neuroticamente competitivos e autoritários. O perfil desses profissionais está relacionado com o perfil dos chefes. Entretanto, não são líderes e nesse ponto é indispensável esclarecer o conceito de liderança. Os líderes delegam e deixam substitutos treinados para que possam se ausentar e, inclusive, observar a situação da empresa de fora, com mais sensatez e lógica. Além disso, o líder caracteriza-se por cuidar de si e buscar aperfeiçoamento técnico para desenvolver novas competências.

RH – O período que antecede às férias pode exercer mudanças comportamentais no profissional?
Soely Kardosh – Isso pode ocorrer sim. O profissional seguro e com perfil de líder, por exemplo, fica cada dia mais alegre e vai diminuindo o ritmo gradativamente. O chefe, neuroticamente comandado ou comandante, fica ansioso e sem ritmo querendo fazer tudo de uma só vez e se irrita com o ritmo natural dos demais. O resultado desse contexto é que na maioria das vezes adoece durante as férias em vez de ter momentos de prazer.

RH – Existe um período mínimo de dias, para que o desligamento temporário do trabalho seja considerado férias ou apenas uma semana longe das atividades laborais é suficiente para recompor as energias?
Soely Kardosh – Eu diria que as férias devem ter um período mínimo 15 dias e, no máximo, um mês. Uma semana é considerada parada de emergência, só funciona se for trimestral ou bimestral, mas não substitui as férias mais prolongadas para um profissional que precisa recarregar as energias.

RH – Há pessoas que se afastam do ambiente de trabalho, mas ficam conectadas com a empresa através de email, smartphone entre outros recursos oferecidos pela tecnologia. Esse comportamento compromete o descanso do profissional?
Soely Kardosh – Sim, compromete totalmente. O profissional em férias só deve ser contato uma vez por dia e em caso de muita necessidade. É imprescindível o desligamento total das atividades profissionais, para que o corpo e a mente se recuperem dos desgastes e os profissionais voltem ao trabalho com maior satisfação e produtividade. Isso, sem dúvida alguma, é um diferencial significativo.

RH – Nem todos os trabalhadores recebem um valor significativo das férias para realizar os passeios ou a tão sonhada viagem da sua vida. Quais as dicas que a senhora daria a esses profissionais, para que eles aproveitem as férias?
Soely Kardosh – Férias programadas com simplicidade e dentro das possibilidades financeiras é o que mais descansa. As tão sonhadas viagens podem ser caras, e, por isso, devem ser planejadas com maior tempo de antecedência. Além disso, é preciso ter consciência de que as viagens mais dispendiosas são exceção. Os sonhos devem ser perseguidos e realizados com inteligência estratégica e muita sensatez para não incidir em frustrações desnecessárias.