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	<description>Recursos Humanos do Leste Fluminense</description>
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		<title>Férias: uma necessidade real para todo profissional</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 18:24:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rhlesteflu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matéria RH-LF]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Patrícia Bispo para o RH.com.br No decorrer do ano, existe um período que a maioria dos trabalhadores tanto espera: aquele em que terá mais tempo para ficar com a família, fazer uma programação diferenciada com os amigos ou, então, a tão sonhada viagem que programou durante um longo tempo e que lhe custou boa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Patrícia Bispo para o RH.com.br</em></p>
<p align="justify">No decorrer do ano, existe um período que a maioria dos trabalhadores tanto espera: aquele em que terá mais tempo para ficar com a família, fazer uma programação diferenciada com os amigos ou, então, a tão sonhada viagem que programou durante um longo tempo e que lhe custou boa parte das suas economias. Não importa a função ou as responsabilidades que sejam da sua incumbência, qualquer profissional precisa desligar-se temporariamente das suas atividades rotineiras da empresa não apenas por uma questão de &#8220;capricho&#8221; ou de uma determinação trabalhista, mas também por motivos podem impactar na saúde e, consequentemente, na própria performance do indivíduo.</p>
<p align="justify">Mesmo que isso pareça uma missão quase impossível para a maioria dos executivos, por exemplo, a psicóloga Soely Kardosh alerta para os riscos que podem causar o trabalho ininterrupto.</p>
<p align="justify">Diante de um mercado altamente competitivo, notadamente entre os executivos, é praticamente impossível tirar 30 dias consecutivos de férias. São apenas períodos mais curtos que compreende uma ou duas semanas. Por essa razão, Soely Kardosh defende que é essencial programar e aproveitar os dias de descanso para se conectar do ambiente organizacional. Caso contrário, no retorno ao trabalho, o executivo não vai sentir nenhuma diferença e em poucos dias vai voltar ao mesmo estágio de esgotamento de antes.</p>
<p align="justify">&#8220;Muitas pessoas não percebem, mas produzem bem menos do que poderiam, são menos criativas, mais impacientes e colocam em risco a própria saúde&#8221;, adverte. Em entrevista ao RH.com.br, Kardosh que possui 35 anos em experiência em psicologia clínica, com atuação em diagnóstico e conflitos corporativos, enfatiza também que férias não é apenas sinônimo de estar fora do ambiente de trabalho, mas se desligar por alguns dias para repor as energias, descansar, conviver com a família e os amigos, adotando uma rotina diferente. &#8220;Sem isso, o esgotamento físico e, acima de tudo, o mental é inevitável&#8221;, resume. Confira a entrevista na íntegra e reavalie se a sua qualidade de vida e seu trabalho estão devidamente equilibrados na &#8220;balança&#8221;. Boa leitura!</p>
<p align="justify"><strong>RH.com.br</strong> &#8211; Independentemente da função que exerça, todo profissional precisa tirar férias?<br />
<strong>Soely Kardosh</strong> &#8211; Sim, todos os profissionais, independentemente da função que exerçam, precisam de férias. O organismo precisa de tempo para processar as experiências, renovar-se e se readaptar às situações que demandam esforço, seja no campo físico ou psicológico. O homem é um organismo bio &#8211; psico &#8211; sócio &#8211; espiritual. Todos esses aspectos têm que ser atendidos e estimulados com equilíbrio. O desequilíbrio provoca distúrbios endocrinológicos, circulatórios, mentais e emocionais. Hoje, existem muitos casos de depressão com síndrome de pânico porque o organismo psicológico se recusa a viver situações rotineiras para compensar o excesso a que foi submetido.</p>
<p align="justify"><strong>RH</strong> &#8211; Quando um profissional ou a própria empresa protela o período regular de<br />
férias, quais as consequências que isso gera ao funcionário e até mesmo à organização?<br />
<strong>Soely Kardosh</strong> &#8211; Quando o período de férias é protelado por um longo tempo, por mais dedicado que seja e ame a profissão o funcionário sofre desgaste por estar sobrecarregado, consequente, a produtividade cai, a intolerância e a irritabilidade aumentam e causa dificuldades de relacionamento. Quando chega a este ponto, o prejuízo para a empresa já começou e pode aumentar muito mais caso o funcionário precise ausentar-se para licença por motivos de saúde.</p>
<p align="justify"><strong>RH</strong> &#8211; As pessoas que resistem a tirar o merecido descanso proporcionado pelas férias enquadram-se obrigatoriamente no perfil do workaholic?<br />
<strong>Soely Kardosh</strong> &#8211; Sim e isso é preocupante, porque é um comportamento compulsivo, neurótico que origina desequilíbrio. O resultado do desequilíbrio reflete tanto no ambiente de trabalho quanto no ambiente familiar. A partir daí, o profissional encontra-se, muitas vezes sem perceber, encarcerado em dois tipos de crise: pessoal-familiar e profissional.</p>
<p align="justify"><strong>RH</strong> &#8211; Hoje, é possível identificar o perfil dos profissionais que mais se negam ao direito das férias?<br />
<strong>Soely Kardosh</strong> &#8211; Sim é possível identificarmos o perfil desses profissionais. Eles são os ambiciosos excessivos, desequilibrados, neuroticamente competitivos e autoritários. O perfil desses profissionais está relacionado com o perfil dos chefes. Entretanto, não são líderes e nesse ponto é indispensável esclarecer o conceito de liderança. Os líderes delegam e deixam substitutos treinados para que possam se ausentar e, inclusive, observar a situação da empresa de fora, com mais sensatez e lógica. Além disso, o líder caracteriza-se por cuidar de si e buscar aperfeiçoamento técnico para desenvolver novas competências.</p>
<p align="justify"><strong>RH</strong> &#8211; O período que antecede às férias pode exercer mudanças comportamentais no profissional?<br />
<strong>Soely Kardosh</strong> &#8211; Isso pode ocorrer sim. O profissional seguro e com perfil de líder, por exemplo, fica cada dia mais alegre e vai diminuindo o ritmo gradativamente. O chefe, neuroticamente comandado ou comandante, fica ansioso e sem ritmo querendo fazer tudo de uma só vez e se irrita com o ritmo natural dos demais. O resultado desse contexto é que na maioria das vezes adoece durante as férias em vez de ter momentos de prazer.</p>
<p align="justify"><strong>RH</strong> &#8211; Existe um período mínimo de dias, para que o desligamento temporário do trabalho seja considerado férias ou apenas uma semana longe das atividades laborais é suficiente para recompor as energias?<br />
<strong>Soely Kardosh</strong> &#8211; Eu diria que as férias devem ter um período mínimo 15 dias e, no máximo, um mês. Uma semana é considerada parada de emergência, só funciona se for trimestral ou bimestral, mas não substitui as férias mais prolongadas para um profissional que precisa recarregar as energias.</p>
<p align="justify"><strong>RH</strong> &#8211; Há pessoas que se afastam do ambiente de trabalho, mas ficam conectadas com a empresa através de email, smartphone entre outros recursos oferecidos pela tecnologia. Esse comportamento compromete o descanso do profissional?<br />
<strong>Soely Kardosh</strong> &#8211; Sim, compromete totalmente. O profissional em férias só deve ser contato uma vez por dia e em caso de muita necessidade. É imprescindível o desligamento total das atividades profissionais, para que o corpo e a mente se recuperem dos desgastes e os profissionais voltem ao trabalho com maior satisfação e produtividade. Isso, sem dúvida alguma, é um diferencial significativo.</p>
<p align="justify"><strong>RH</strong> &#8211; Nem todos os trabalhadores recebem um valor significativo das férias para realizar os passeios ou a tão sonhada viagem da sua vida. Quais as dicas que a senhora daria a esses profissionais, para que eles aproveitem as férias?<br />
<strong>Soely Kardosh</strong> &#8211; Férias programadas com simplicidade e dentro das possibilidades financeiras é o que mais descansa. As tão sonhadas viagens podem ser caras, e, por isso, devem ser planejadas com maior tempo de antecedência. Além disso, é preciso ter consciência de que as viagens mais dispendiosas são exceção. Os sonhos devem ser perseguidos e realizados com inteligência estratégica e muita sensatez para não incidir em frustrações desnecessárias.</p>
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