Possuímos um cérebro diferenciado no mundo animal, em particular nas Áreas da Linguagem, o que nos permite uma comunicação mais complexa em relação aos outros animais.

Mas precisamos aprender sempre mais sobre ele para usar todo seu potencial de forma Inteligente Emocionalmente, porque somos predominantemente instintivos e emocionais e nunca 100% racionais.

Realizamos até 80% das nossas atividades diárias no modo “Piloto automático” e grande parte de forma inconsciente.

Somos capazes de realizar muitas tarefas do nosso dia sem precisar pensar nelas, como por exemplo andar, desviar das pessoas na rua, dirigir, nos movimentar enquanto falamos, andar de bicicleta, subir em um ônibus, descer uma escada, atravessar uma rua, digitar no smartphone…

Precisamos incluir nessa lista atividades automáticas do nosso metabolismo, como a respiração, os batimentos cardíacos, a digestão, o controle da pressão sanguínea, a regulação da temperatura do corpo.

Importante incluir nesses processos automáticos a Linguagem não-verbal involuntária, que flui ao conversarmos com as pessoas expressando nossas reais emoções e sentimentos, indo muito além das palavras, que podem não ser verdadeiras, apesar da complexidade das Áreas envolvidas na nossa fala.

Imagine se tivéssemos que pensar ao realizar cada uma dessas tarefas.

Não conseguiríamos executar eficazmente as que exigem o raciocínio.

Mesmo assim, ao tomarmos decisões, quanto mais rápidas elas forem, maior é a nossa probabilidade de falhas, porque o cérebro tende a economizar energia até no raciocínio, pois pesa menos de 1,5kg e consome cerca de 20% da energia do que comemos e nos induz aos caminhos mais curtos e rápidos, na sua maioria os menos eficazes.

Por isso, estudar na Neurociência a Inteligência Emocional e colocá-la em prática, nos torna mais assertivos em tudo que realizamos, das tarefas mais simples às mais complexas.

Vamos em outros artigos desmembrar a Inteligência Emocional e as nossas negociações internas, as autonegociações, responsáveis por nossas tomadas de decisões.

Fabio Nemer – Especialista em Neurociência do Comportamento há 26 anos