Trabalho, paternidade e empatia

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Vejo polêmica quanto a perguntas sobre filhos nas entrevistas de emprego ou das franqueadoras. Não estou estabelecendo regras, condenando, nem absolvendo ninguém.

Quero apenas contar minha experiência após o nascimento desse surfista, no dia 6 de dezembro.

Mudei minhas escolhas e prioridades:

》Sou mais humano, procuro tratar a todos como gostaria que meu filho fosse tratado. Empatia, meu caro leitor.

》Fiquei seletivo na escolha da grana versus o tempo que me consumirá. Percebi que o tempo passa rápido. Não posso desperdiçar nem um minuto.

》Exijo ser bem tratado. Quero ser respeitado na mesma medida que respeito. Ser pai é uma instituição a ser preservada.

》Sou pacifista. Contrário a armas, brigas e agressividades. Sou a favor de idéias, mas sempre ouvindo quem discorda.

A minha vida mudou e entendo a paternidade elemento a ser conversado na entrevista de trabalho. Conversa para descobrir se as prioridades da empresa estão alinhadas com as do candidato. Tão importante quanto salário, horário de trabalho e benefícios.

Mês passado fui contratado para uma palestra em Alagoas. Combinamos honorários, horário de voos, com a ciência pela organização que só iria em viagens rápidas e confortáveis, nada de horas intermináveis em conexões (perderia tempo de vida, não tem grana que pague).

Mas se o entrevistador só perguntar sobre filhos para as mulheres?

Talvez esse comportamento diga muito sobre o pai que o entrevistador teve ou não teve, e/ou o tipo de paternidade dele para com a cria.

Por Mauricio Salkini

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2021-12-09T14:43:51+00:00